Entranhas da minha casa

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Ano passado, por essa época, eu fiz um pequeno ensaio fotográfico — esse aqui, o "Apto. 20" — sobre o apartamento onde eu e a Kari moramos. Começou como uma brincadeira. Virou um diretório de imagens meio inusitadas. Quase foi projeto da pós-graduação em Fotografia, que depois nem conclui.

Um dia editei parte daquelas imagens um tanto dispersas, de momentos diferentes, e sem muito o que fazer procurei dar unidade ao conjunto. Queria algo colorido, contrastado, que gritasse — apesar do ensaio falar de algo rotineiro, cotidiano, até monótono, papai-mamãe, que uma casa lembra.

Como estava parando de fotografar, focado quase que integralmente no trabalho no jornal, e também sem muita paciência nem criatividade para sair à rua, pedir autorizações, essa trabalheira toda, me distraía olhando para dentro de casa mesmo. Sem nada de aparato: só a digitalzinha e umas pilhas viciadas.

Na edição, mesmo que as fotos sejam de momentos diferentes (não foram pensadas para ter unidade), acabei transformando algumas em dípticos e uma em tríptico. Questão de leitura. O que o cara aprende, numa dessas, é que perde/acha muita coisa pelos cantos.

Obs: isso é uma maneira de revigorar um pouco o Flickr, que andava paradão e vai continuar, enquanto não puder renovar a conta paga.

Os 40 anos da viagem à Lua

O melhor título para este post é mesmo "A lua. Na terra", como no AF de Auto Foco, um blog sobre fotografia. A postagem é sobre as fotos de David Burnett (aí ao lado), no lançamento da Apollo 11, que está comemorando 40 anos. O legal é que não são fotos do lançamento em si, e sim dos entornos, os arredores daquele evento. O fim dos anos 60, os trailers, gente com lunetas, câmeras, binóculos, mensagens de apoio à empreitada espacial. A sequência de imagens está no New York Times.

Zoho Writer

Esse post é direto do Zoho Writer, processador de texto semelhante ao Google Docs, mas com mais opções. Na verdade, ele faz parte de uma família de aplicativos, o Zoho Work Online. Para quem precisa lidar com um grande número de documentos — incluindo bancos de dados, formulários, apresentações e até um bloco de rascunho onde se pode até desenhar — é uma boa dica. (Do Toledol).

Ventilador nas idéias (I)

* Um colega de trabalho disse que escreve sobre futuro, passado e presente. Não para publicar em blog. Nem para deixar na gaveta. Para ajudar a pensar na vida.

* Até uns tempos, fervilhavam na internet — impressão minha, carece de constatação científica — defesas ensebadas e apologistas da vida online, das ferramentas e penduricalhos, jornalismo cidadão e um monte de baboseiras. De uma hora para outra — será a morte do Michael Jackson e toda a carga oitentista de volta? — vejo pipocar textos sobre a mesmice da vida online, das mesmas ferramentas e penduricalhos. É a orkutização (e toda a carga negativa que se determinou que isso tem) do twitter. É a burrificação dos conteúdos. Descobriu-se de repente que o sentido da vida também não está na frente de uma tela de computador (ó vida, ó céus).

* O ruim dos blogs é que são espaços públicos e, diferente de qualquer pasta ou gaveta, não permitem que se diga tudo — que é o que realmente interessa. A droga é que não vai existir blog póstumo.

* Michael Jackson me lembra televisão, Atari, aberturas antigas do Fantástico (aquelas mulheres cheias de arcos), discotecas. Eu ouço os hits — e nem sou tão fã de pop assim — e fico melancólico, pensando na passagem do tempo e na mudança dos tempos.

Orkut dos livros?

A página de entrada já empilha lado a lado Harry Potters e Códigos da Vinci. Tem tudo para virar (ou já ser) um Orkut dos livros. Em último caso, pode ser um Google Zeitgeist da leitura.

Mas até que me interessei por esse tal de Skoob, que já existe desde janeiro e que conheci numa matéria do G1 sobre a Flip.

Tem o risco de, como Twitter, Orkut, etc., reunir muito ruído, muito lixo — e ser mais uma perda de tempo do que busca efetiva do que interessa. Mas de repente, numa dessas, já que trata de livros, leitura...

Mais
Para ir além sobre a Flip, o blog Máquina de Escrever, também no G1, serve como guia.

Sobre o blog

Bem-vindos. Esta é a ducentésima quadragésima enésima — já perdi as contas — versão deste blog. Prometi que o apagaria se, mais uma vez, não o levasse a sério. Parece que estou me comportando.

O rogerkrw (abreviação do meu nome, na falta de algo melhor) é meu blog pessoal desde 2006. Ficou num vai-não-vai no ano passado. Retomei-o porque sentia falta de um espaço para reunir cacos do que o cara vai lendo, vendo, ouvindo, apreendendo e aprendendo no cotidiano.

Deletei umas postagens que achei piegas nessa retomada. Vou deixar o blog mais em terceira pessoa mesmo, para não ficar tão diário pessoal cafona. Cabe aqui falar de jornalismo, trazer algumas crônicas do dia-a-dia, links. Ou seja, nada que muita gente já não faça.

Espero que gostem — e que eu não tenha de cumprir a promessa do primeiro parágrafo. Obrigado pela visita. (Modificado em 19/07/09, às 12h04).